Páginas

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Veredito Alheio

      Como julgar um homem?

      Por suas ações? Ou pelo que este é em seu íntimo? Poderia, eu, julgar um homem? Talvez. Mas que pesos devo usar para tal? Que pesos são justos para fazê-lo? Para que lado escolherei, arbitrariamente, fazer pender a balança? E eis, que eu, particularmente resolvi usar meus pesos. Os pesos da dúvida. Pois que sei eu sobre pesos? Serão iguais? Diferentes? Que sei eu sobre pesos e medidas para julgar um homem?

      Posso julgar um homem por suas ações, se há tantos pensamentos desconhecidos,tantas razões escondidas? Tenho esse lúgubre e sinistro direito de julgar homem algum? Não sei! Pois a mim, pesaria a espada da justiça. E a minha justiça é justiça de desconhecido. Não se trata de ser cauteloso ou covarde, pois tais atributos me são muito nobres. Trata-se de escolha. A escolha pelo desconhecido, pelo vazio sem respostas. Estou ali, nos ares nebulosos das interrogações obscuras! Bem ali a ser julgado pelos reflexos de labirintos de espelhos.

      Escolhi não pensar em razões, motivos. Escolhi o alheio aos meus julgamentos, pois estes últimos me são muito caros; preço que não posso pagar. Mas aqui, que haja lancetes de embriaguez lúcida. Que haja um julgamento. E que o faça quem tenha esse poder. Que o faça quem tenha os pesos e medidas sob custódia secreta. E assentenças espúrias? Danem-se as minhas dadas, a nós de nada valem. Contra mim, daqueles que como eu desconhecem pesos e medidas, valem nada!
     
      "O que define um homem? Seus atos ou seus pensamentos? Ora, a verdade nunca é clara ante olhares relativos, embora absoluta. O que faz de um homem um homem? O telencéfalo superdesenvolvido ou seu polegar opositor? Talvez, o que faça de um homem um homem sejam seus pensamentos, suas ideias; seu telencéfalo superdesenvolvido. Pois ainda que lhe cortassem o polegar opositor, ainda que lhe tomassem o direito de agir, ainda assim, lhe sobrariam os pensamentos e as ideias. Estou certo? Sei não! Prefiro não pensar em estar certo. Penso por compulsão, e penso não querer pensar em quase nada. Por isso, "há metafísica bastante em não pensar em nada¹!"."

¹Fernando Pessoa: O Guardador de Rebanhos.  


José de Lima Cardozo Filho

terça-feira, 20 de julho de 2010

Biotecnologia na Amazônia: "Tirando Leite de Onça"?

Prezados leitores do famigerado Tio na Zona,
recentemente tive a honra de escrever para o Biotecnologia na Amazônia, blog de um grande amigo meu. Na intenção de prestigiar o blog citado e agraciar vossa mercê, leitor, com uma leitura descontraída e conduzi-lo à reflexão de novas ideias e ideiais diferenciados, acesse aqui alguns de meus escritos sobre ciência e suas peculiaridades regionais.
Sem mais no momento, grato pela "fidelidade promíscua"!
Grande e forte abraço.

 José de Lima Cardozo Filho

sábado, 10 de julho de 2010

Brevidades do Amor

Este "post" pede concisão!
Ora, será o amor causa de autosubmissão? Será mesmo?
Ora, será o cárcere psicológico o preço do amor? Serão mesmo necessários esses abusos?
Ora, ora! Será essa violência disfarçada uma forma de amor, e como tal, justa? Será amor ou desespero essa transfiguração mutiladora do ser?
Que pairem pelas cabeças essas interrogações, se fizerem algum sentido, claro!

"... ainda que te cases, preserva teus amigos! Um dia saberás o valor de tê-los conservado."

José de Lima Cardozo Filho

terça-feira, 1 de junho de 2010

Orto, Meta e Para

      Ir adiante com a cabeça erguida e os olhos fixos no horizonte! Manter os pés no barro e sentir entrar nas narinas o sopro vital! Ter forças pra levantar todas as manhãs sem saber fazer aquela prece da qual você tanto precisa! Bocejo! Desejo! Um queijo! Mais um beijo...d'alma d'alguém distante na estante naquele instante bastante gigante? E(i)xo sem nexo conexo(?) perplexo(?) complexo(?) convexo(?)... orto, meta e/ou para doxo... Diferente posição dependente da p-referência; Faz-se de cor-a-ação pra man-ter a aparência (pálida);

"Escritos de 23 de Julho de 2009"

José de Lima Cardozo Filho

Você (Parte I)

      Antes de tudo, um olhar teu me fará feliz por um instante atemporal. Os teus sonhos serão meus sonhos também! A tua vida se confundirá com a minha e seremos um; seremos um de dois. Depois? A gente pensa no depois quando for inevitável; quando não houver agora. Viveremos como loucos desvairados. Abandonaremos o normal e seremos consumidos pela loucura própria dos amantes. Tomaremos como nossos os sonhos dos viajantes; e seremos egoístas como os jovens apaixonados. Nos esqueceremos do jantar, juntos, à beira de um riacho, cujas águas murmuram nossos nomes bem alto. Olharemos de longe, bem distante, os pores-do-sol e nos reconfortaremos um no espírito do outro. Roubaremos para nós os amanheceres dos domingos de outono. E viveremos a eternidade da cada momento. Na areia do quintal, desenharemos nosso destino; desenharemos o agora como se não houvesse, de fato, um destino depois, como se tivéssemos comprado o amanhã com o sem preço do nosso amor. Traçaremos a partitura de nossa canção com a mesma suavidade de sua pela branca, morena, amarela.


      Nestas linhas mal traçadas deposito o fruto de um devaneio, quiça uma utopia. Mas são sentimentos profundos, são histórias não vividas, não contadas. Um querer sem querer. Quisera eu o tempo todo que você quisesse comigo, na mesma frequencia, com intensidades desproporcionais. Quisera que substanciássemos esse abstrato sonho relegado às minhas lembranças esquecidas à força.
 
"Escritos de 08 de Abril de 2009"
 
José de Lima Cardozo Filho

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bailarina II

"Sons e versos solitários de bandolins, depósito da solidão fortuita, tristeza e todo desejo explícito oculto de dimensões dilatadas. Pois é sofrer a alma andarilha, alma bandoleira a rodopiar pelos campos da loucura. Agudo é o som da saudade que recobre essa alma bailarina. Agudo esse som da loucura..."
"[...] que haja em mim toda a paz e a calma do esquecimento do perdão e do amor [...]"


José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Parágrafo

      Lá na casa da cidade, há bilhetes espalhados no chão. Cheios de dizeres dispersos, tanto quanto pensamentos avulsos na memória fraca de quem escreve. Cheios de verdades e mentiras sinceras, esperando trazerem luz à escuridão da solidão do piso frio. Hão de se despir e mostrarem-se por inteiros aos que interessam com sinceridade ímpar de escritos de tempos quaisquer [tempos perdidos]. Frases sem sentido de amores [amor, profundo amor] e desamores sentidos. Verdades dúbias e questionáveis [porém não reprováveis, nem mesmo condenáveis] de quem escreve com tal aviesada linearidade. Por linhas tortas escreve certo quem escreveu os rascunhos lá do chão [frio] da casa.  

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fonfoncé sem sentido...


Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que o sentido da vida é buscar qualquer sentido, nesse contexto eu me insiro por inteiro, tenho tal afirmação quase como filosofia de vida. Digo quase, pois ainda guardo no peito muitos valores cristãos ou não cristãos, ocidentais ou não (sobretudo os primeiros) que permeiam a idéia que eu faço a respeito do sentido da minha vida. O fato é que, todos os meus planos e objetivos de vida, no tocante a vida pessoal, revoltaram-se com a minha forma ortodoxa de ver e levar as coisas, voltaram-se contra mim e me jogaram ao chão, permitindo-me acesso irrestrito a felicidade. Tudo mudou quando um certo “Fonfoncé sem sentido” trouxe-me tudo de mais exato e coerente que tenho hoje, trouxe-me certeza – essa que já não tinha há algum tempo –, trouxe-me fé, essa que por tanto tempo esteve sufocada dentro de mim, mas que agora brota como flor na sua época. E as minhas angústias e desprazeres com o mundo conseguem sempre ficar suportáveis, pequeninas diante da força de uma pequena... de uma pequena gigante que todo dia mostra-me como pode ser belo e saudável estar ao lado de alguém.


Leandro Costa

Vida flor, amor
















Vida-flor, amor, é sobreviver ao resquício de rotina
que retém em si a flor da vida
esconde-a do sol
nos entristece, desatina

Vida-amor, minha flor é te esperar
sabendo ser você a minha sina
minha companhia pra estrada
A quem mais quero
Para aquietar meu espírito
E não querer mais nada


Leandro Costa

domingo, 18 de abril de 2010

Vislumbre sem sentido...

Lírios são sempre lírios
Estejam eles em vasos
ou livres na beira de rios


Sonhos são sempre sonhos
Sejam pesadelos deploráveis
Ou sonhos lindos agradáveis

Reinos tem sempre reis
Que trazem até segurança
E no bojo, suas próprias vontades e leis


O tempo... é sempre o tempo
Traz sempre consigo resposta a contento
A toda ansiedade, dúvida, lamento.


Leandro Costa

Ah...

Ah, que eu grite essa saudade em lamentos através de um ataúde
Pois, tua ausência já é tanta que não evita que eu me frustre
E me abra os pulsos em versos loucos e sem saúde
Numa ânsia doentia para que só tu me entendas e escute

Ah, que o capitel de minhas pilastras não encontre fuste
Para que eu não construa templos para um amor tão sem virtude
Incapaz de renascer a cada sorriso teu, não importa o quanto que custe
Tão efêmero e sem eco, que há de morrer sem que ninguém o ajude

Ah, que eu encontre em outros olhos o interesse sem enruste
E que morram nesses olhos meu desejo e amplitude
Pois tais olhos não são teus, não tem ajuste!

Ah, que eu vença esses ‘alguéns’ e latitude
Que esses ‘outros’, são apenas a presença num embuste
E só teu cheiro e teu abraço permanecem em minha pele em amiúde.



Anie Line Figueira

sábado, 17 de abril de 2010

Miragem

Eu sorri num sorriso gargalhado intimamente quando ela me deixou! Devia ter chorado, como fiz da última vez, quando uma outra pessoa me deixou! Mas eu sorri, meio entristecido por ela ter partido, mas feliz por estar livre do pesar de amá-la preso num sentimento sufocante! Por incrível que pareça, eu pareço amadurecido, calejado pelas desventuras amorosas. Acho que deve ser assim mesmo. Quando eu era criança, um dia meu pai me levou para capinar*. No final da tarde, minhas mãos estavam cheias de calos! Meu pai então me chamou e disse: vamos resolver isto! Ele retirou da bainha da cintura um canivete afiado, pediu minhas mãos abertas, num ato passivo, e cortou todos os calos! Ali do lado ele já havia preparado uma pequena bacia com água e sal! Ele disse sério: coloque as mãos aí! Doeu, mas meninos não choram, ele disse! O tempo passou, e nas próximas vezes em que calos se formaram em minhas mãos, elas passavam pelo mesmo ritual. Com o tempo, o cabo da enxada já não podia mais me ferir, pois havia entre ele e eu uma harmonia! Eu estava pronto pra ele finalmente, embora ele já estivesse pronto para mim bem antes.
Creio que deve ser assim no amor. O amor desde sempre esteve pronto para nós, mas nós não estávamos pronto para ele! Aí a gente sofre, passa por maus momentos, mas a cada experiência o amor nos torna mais maduros, mais prontos para ele! Aí, chega um dia, em que haverá uma relação harmoniosa entre a gente e o amor!
Por isso eu ri descontrolavelmente quando ela foi embora! Foi na hora certa, se é que se fora mesmo, disse eu num resmungo íntimo! Pois eu estou compreendendo que o amor nos liberta; não nos faz prisioneiros! Acabamos confundindo os sentidos, por obra do nosso sentimento possessivo, sentimento do qual nos tornamos "cativados". 


"O que penso sobre tudo isso aqui? Penso que era aparentemente só mais um "oásis"! Nada comparado ao "paraíso"! Caminhar em busca do último é necessário! "...navegar é preciso e, viver não é preciso", mas necessário!"


José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Help My Self

Não queria ligar, não seria saudável e eu enfim não saberia se era por um sentimento que parecia continuar a inflar dentro de mim como uma bolha, que dessa vez, eu tinha certeza, não se tratar de puro e simples ego como no começo, mas de uma coisa que eu sabia ainda não estar pronta pra definir e até mesmo encarar, ou se era pura e simples posse, aquela mesma que se tem quando uma amiga pede emprestado “aquele” seu vestido favorito, que você já não usa por ter usado vezes demais, mas que também não quer mais ninguém usando, pela simples noção egocêntrica de que alguém além de você mesma possa vir a ficar bonita e feliz com ele...

Crua e sem remorso, aquela mesma posse da qual um dia eu já tinha sido vítima e que se ligasse e cobrasse pra continuar sendo sempre o centro das atenções eu consequentemente  estaria cometendo o mesmo erro, que hoje me pergunto se foi cometido de forma consciente, o que eu me pego acreditando que provavelmente sim, afinal, os loucos sempre sabem de si, mesmo que de relance, e o que é a posse se não uma espécie de patologia? Ainda que inconscientes ou mesmo plenamente conscientes os loucos sabem-se diferentes do resto das pessoas, ás vezes normais e felizes e ás vezes normais e medíocres...E naquele momento,mais  do que nos outros, se é que isso fosse possível, eu me sabia louca...Aquela pobre “Crazy Mary”!

Mas, o que tinha me incomodado mesmo, naquela noite que a vida parecia me apertar por dentro, era a pergunta que permeava os meus pensamentos, como as nuvens que permeiam as árvores saudáveis antes de atingi-las com um raio, se eu sabia que havia vítimas de seqüestro que acabavam se apaixonando pelo seqüestrador, pois é foi o que me disseram, que quando uma pessoa é aprisionada do resto do mundo alheia de tudo e de todos, a sua vida passa a depender única e exclusivamente do criminoso, depois disso qualquer ato do raptor vira um ato de salvação. Apesar de ele ser a causa de todo o mal. Fiquei pensando se aquela pessoa do passado havia se visto algum dia como o “seqüestrador” da forma como eu o via agora e que com um único telefonema carregado de ciúme ,de uma diversão que não era necessariamente causada por mim, e impelida de um charme que só eu me via possuindo, eu acabaria me tornando também...

A longo prazo cativar requer tempo, paciência e vontade, mas em primeira instância cativar requer acontecimento e  sagacidade, além de um toque de beleza e malícia. E quem cativa primeiro é o dono do cativeiro! Ninguém nunca para pra pensar na etimologia da palavra, mas cativeiro é isso, é aquele “estar-se preso por vontade”.

O que resta saber é se o cativante se tornará o “seqüestrador ” , transformando o cativeiro em gaiola ou se simplesmente deixará o cativado alçar vôo sozinho e voltar quando quiser e se quiser, sem se tornar escravo do sentimento que nutre  e sem perder a personalidade na tentativa de fazer que o alvo dos seus pensamentos cotidianos sinta o mesmo.

Porém, todas as vezes que o cativado puder vir a se tornar independente do sentimento que o aprisionou sem perder a capacidade de senti-lo é bem capaz do cativante ter se tornado também um cativado e só então poderá existir aquilo que raramente se ouve falar por aí: Amor Livre!  


Anie Line Figueira      

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só o Amor Liberta


Éramos crianças e os nossos sonhos eram razão para nossa liberdade;
as nossas histórias eram motivo de felicidade;
os nossos amores eram a nossa motivação para sonhar
e as nossas almas eram dotadas de sentimentos bonitos
desprovidos de angústias e dores amargas
os nossos movimentos não eram mecânicos
as nossas atitudes eram motivadas pelo nosso ímpeto juvenil
as nossas amizades eram sinceras
e os nossos sentimentos independentes das opiniões alheias.
Mas nós crescemos...
crescemos e perdemos parte daquela inocência infantil que tínhamos quando éramos crianças.
O que aconteceu conosco...
para onde foram nossos sentimentos, as nossas alegrias reais
os nossos amores sinceros...
Quero ter novamente para mim aquilo de que tenho saudades fúnebres.


"No fim, há sempre a possibilidade do início!"

José de Lima Cardozo Filho

Alforria

Quando você olha para trás e não vê pegadas dos seus próprios passos, quando o teu passado não lhe traz o peso da consciência, aí, creia; você fez o que tinha de ser feito! Quando você caminha em direção ao fim com a sensação de que não deixou nada escapar, de que absolutamente nada do que você deveria ter trazido ficou para trás, aí você tem a certeza de que tudo o que fizera foi o correto a se fazer! Quando você vê claramente que outros caminhos nada tinham a lhe oferecer, aí você felicita-se ao saber que fez tudo certo!
Meu pai disse certa vez: "Um homem faz aquilo que tem que fazer. E o que tem de ser feito é o que é certo. Todo mundo sabe o que é certo. Se não o fizer condena-se a si próprio a uma vida mesquinha e distante do que realmente é!"


"Jargões poliméricos em bocas desorientadas e disparadas em frases feitas! Nunca entendera o sentido. Resignou-se na mediocridade da monotonia de inflar o próprio ego. Nunca preocupou-se em fazê-lo realmente grande. Se negara terminantemente a cada oportunidade que tivera. Sorria, este é o livre arbítrio de um mundo livre!"


José de Lima Cardozo Filho

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre Mim

Virou a esquina e o que lhe sobrara foram sonhos avulsos. A janela está entreaberta. Raio fino de esperança de sentidos esquisitos!


"Na verdade, eu nunca sei bem o que fazer. Tudo parece simplesmente confuso. Raros são os fatos que vejo com a clareza necessária."

José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Intensa Mente

Se teus sonhos forem todo nessa toada , e se simplesmente quiseres, não adia atender à vontade, pois é vadia uma vida vazia. E se queres como todo, não te enchas com meio. Se não quiseres, vai-te adiante na caminhada que o caminho é todo teu. Não te permitas subtraí-lo de ti mesma! Escolha o caminho da vida e da verdade, ainda que haja loucura na tua viajem.

"Quando aquilo sugiu em meio à boreal, cresceu em mim, apertou o peito, desnorteou sentidos e senti cansaço sem igual!"

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Vida é Breve

A vida é breve
Apaixona-te, doce senhora,
Equanto os teus lábios ainda estão vermelhos
E antes que tenhas frio.
Porque não existe nenhum amanhã...

*Ikiru, arte cinematográfica memorável e pura de Akira Kurosawa

terça-feira, 6 de abril de 2010

Destino

Cortou como fio de navalha afinada
Furtivo como pensamento veio e tomou devagar cada gole de desejo
E vagou feito fantasma na memória...

José de Lima Cardozo Filho
Powered By Blogger