Páginas

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bailarina II

"Sons e versos solitários de bandolins, depósito da solidão fortuita, tristeza e todo desejo explícito oculto de dimensões dilatadas. Pois é sofrer a alma andarilha, alma bandoleira a rodopiar pelos campos da loucura. Agudo é o som da saudade que recobre essa alma bailarina. Agudo esse som da loucura..."
"[...] que haja em mim toda a paz e a calma do esquecimento do perdão e do amor [...]"


José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Parágrafo

      Lá na casa da cidade, há bilhetes espalhados no chão. Cheios de dizeres dispersos, tanto quanto pensamentos avulsos na memória fraca de quem escreve. Cheios de verdades e mentiras sinceras, esperando trazerem luz à escuridão da solidão do piso frio. Hão de se despir e mostrarem-se por inteiros aos que interessam com sinceridade ímpar de escritos de tempos quaisquer [tempos perdidos]. Frases sem sentido de amores [amor, profundo amor] e desamores sentidos. Verdades dúbias e questionáveis [porém não reprováveis, nem mesmo condenáveis] de quem escreve com tal aviesada linearidade. Por linhas tortas escreve certo quem escreveu os rascunhos lá do chão [frio] da casa.  

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fonfoncé sem sentido...


Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que o sentido da vida é buscar qualquer sentido, nesse contexto eu me insiro por inteiro, tenho tal afirmação quase como filosofia de vida. Digo quase, pois ainda guardo no peito muitos valores cristãos ou não cristãos, ocidentais ou não (sobretudo os primeiros) que permeiam a idéia que eu faço a respeito do sentido da minha vida. O fato é que, todos os meus planos e objetivos de vida, no tocante a vida pessoal, revoltaram-se com a minha forma ortodoxa de ver e levar as coisas, voltaram-se contra mim e me jogaram ao chão, permitindo-me acesso irrestrito a felicidade. Tudo mudou quando um certo “Fonfoncé sem sentido” trouxe-me tudo de mais exato e coerente que tenho hoje, trouxe-me certeza – essa que já não tinha há algum tempo –, trouxe-me fé, essa que por tanto tempo esteve sufocada dentro de mim, mas que agora brota como flor na sua época. E as minhas angústias e desprazeres com o mundo conseguem sempre ficar suportáveis, pequeninas diante da força de uma pequena... de uma pequena gigante que todo dia mostra-me como pode ser belo e saudável estar ao lado de alguém.


Leandro Costa

Vida flor, amor
















Vida-flor, amor, é sobreviver ao resquício de rotina
que retém em si a flor da vida
esconde-a do sol
nos entristece, desatina

Vida-amor, minha flor é te esperar
sabendo ser você a minha sina
minha companhia pra estrada
A quem mais quero
Para aquietar meu espírito
E não querer mais nada


Leandro Costa

domingo, 18 de abril de 2010

Vislumbre sem sentido...

Lírios são sempre lírios
Estejam eles em vasos
ou livres na beira de rios


Sonhos são sempre sonhos
Sejam pesadelos deploráveis
Ou sonhos lindos agradáveis

Reinos tem sempre reis
Que trazem até segurança
E no bojo, suas próprias vontades e leis


O tempo... é sempre o tempo
Traz sempre consigo resposta a contento
A toda ansiedade, dúvida, lamento.


Leandro Costa

Ah...

Ah, que eu grite essa saudade em lamentos através de um ataúde
Pois, tua ausência já é tanta que não evita que eu me frustre
E me abra os pulsos em versos loucos e sem saúde
Numa ânsia doentia para que só tu me entendas e escute

Ah, que o capitel de minhas pilastras não encontre fuste
Para que eu não construa templos para um amor tão sem virtude
Incapaz de renascer a cada sorriso teu, não importa o quanto que custe
Tão efêmero e sem eco, que há de morrer sem que ninguém o ajude

Ah, que eu encontre em outros olhos o interesse sem enruste
E que morram nesses olhos meu desejo e amplitude
Pois tais olhos não são teus, não tem ajuste!

Ah, que eu vença esses ‘alguéns’ e latitude
Que esses ‘outros’, são apenas a presença num embuste
E só teu cheiro e teu abraço permanecem em minha pele em amiúde.



Anie Line Figueira

sábado, 17 de abril de 2010

Miragem

Eu sorri num sorriso gargalhado intimamente quando ela me deixou! Devia ter chorado, como fiz da última vez, quando uma outra pessoa me deixou! Mas eu sorri, meio entristecido por ela ter partido, mas feliz por estar livre do pesar de amá-la preso num sentimento sufocante! Por incrível que pareça, eu pareço amadurecido, calejado pelas desventuras amorosas. Acho que deve ser assim mesmo. Quando eu era criança, um dia meu pai me levou para capinar*. No final da tarde, minhas mãos estavam cheias de calos! Meu pai então me chamou e disse: vamos resolver isto! Ele retirou da bainha da cintura um canivete afiado, pediu minhas mãos abertas, num ato passivo, e cortou todos os calos! Ali do lado ele já havia preparado uma pequena bacia com água e sal! Ele disse sério: coloque as mãos aí! Doeu, mas meninos não choram, ele disse! O tempo passou, e nas próximas vezes em que calos se formaram em minhas mãos, elas passavam pelo mesmo ritual. Com o tempo, o cabo da enxada já não podia mais me ferir, pois havia entre ele e eu uma harmonia! Eu estava pronto pra ele finalmente, embora ele já estivesse pronto para mim bem antes.
Creio que deve ser assim no amor. O amor desde sempre esteve pronto para nós, mas nós não estávamos pronto para ele! Aí a gente sofre, passa por maus momentos, mas a cada experiência o amor nos torna mais maduros, mais prontos para ele! Aí, chega um dia, em que haverá uma relação harmoniosa entre a gente e o amor!
Por isso eu ri descontrolavelmente quando ela foi embora! Foi na hora certa, se é que se fora mesmo, disse eu num resmungo íntimo! Pois eu estou compreendendo que o amor nos liberta; não nos faz prisioneiros! Acabamos confundindo os sentidos, por obra do nosso sentimento possessivo, sentimento do qual nos tornamos "cativados". 


"O que penso sobre tudo isso aqui? Penso que era aparentemente só mais um "oásis"! Nada comparado ao "paraíso"! Caminhar em busca do último é necessário! "...navegar é preciso e, viver não é preciso", mas necessário!"


José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Help My Self

Não queria ligar, não seria saudável e eu enfim não saberia se era por um sentimento que parecia continuar a inflar dentro de mim como uma bolha, que dessa vez, eu tinha certeza, não se tratar de puro e simples ego como no começo, mas de uma coisa que eu sabia ainda não estar pronta pra definir e até mesmo encarar, ou se era pura e simples posse, aquela mesma que se tem quando uma amiga pede emprestado “aquele” seu vestido favorito, que você já não usa por ter usado vezes demais, mas que também não quer mais ninguém usando, pela simples noção egocêntrica de que alguém além de você mesma possa vir a ficar bonita e feliz com ele...

Crua e sem remorso, aquela mesma posse da qual um dia eu já tinha sido vítima e que se ligasse e cobrasse pra continuar sendo sempre o centro das atenções eu consequentemente  estaria cometendo o mesmo erro, que hoje me pergunto se foi cometido de forma consciente, o que eu me pego acreditando que provavelmente sim, afinal, os loucos sempre sabem de si, mesmo que de relance, e o que é a posse se não uma espécie de patologia? Ainda que inconscientes ou mesmo plenamente conscientes os loucos sabem-se diferentes do resto das pessoas, ás vezes normais e felizes e ás vezes normais e medíocres...E naquele momento,mais  do que nos outros, se é que isso fosse possível, eu me sabia louca...Aquela pobre “Crazy Mary”!

Mas, o que tinha me incomodado mesmo, naquela noite que a vida parecia me apertar por dentro, era a pergunta que permeava os meus pensamentos, como as nuvens que permeiam as árvores saudáveis antes de atingi-las com um raio, se eu sabia que havia vítimas de seqüestro que acabavam se apaixonando pelo seqüestrador, pois é foi o que me disseram, que quando uma pessoa é aprisionada do resto do mundo alheia de tudo e de todos, a sua vida passa a depender única e exclusivamente do criminoso, depois disso qualquer ato do raptor vira um ato de salvação. Apesar de ele ser a causa de todo o mal. Fiquei pensando se aquela pessoa do passado havia se visto algum dia como o “seqüestrador” da forma como eu o via agora e que com um único telefonema carregado de ciúme ,de uma diversão que não era necessariamente causada por mim, e impelida de um charme que só eu me via possuindo, eu acabaria me tornando também...

A longo prazo cativar requer tempo, paciência e vontade, mas em primeira instância cativar requer acontecimento e  sagacidade, além de um toque de beleza e malícia. E quem cativa primeiro é o dono do cativeiro! Ninguém nunca para pra pensar na etimologia da palavra, mas cativeiro é isso, é aquele “estar-se preso por vontade”.

O que resta saber é se o cativante se tornará o “seqüestrador ” , transformando o cativeiro em gaiola ou se simplesmente deixará o cativado alçar vôo sozinho e voltar quando quiser e se quiser, sem se tornar escravo do sentimento que nutre  e sem perder a personalidade na tentativa de fazer que o alvo dos seus pensamentos cotidianos sinta o mesmo.

Porém, todas as vezes que o cativado puder vir a se tornar independente do sentimento que o aprisionou sem perder a capacidade de senti-lo é bem capaz do cativante ter se tornado também um cativado e só então poderá existir aquilo que raramente se ouve falar por aí: Amor Livre!  


Anie Line Figueira      

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Só o Amor Liberta


Éramos crianças e os nossos sonhos eram razão para nossa liberdade;
as nossas histórias eram motivo de felicidade;
os nossos amores eram a nossa motivação para sonhar
e as nossas almas eram dotadas de sentimentos bonitos
desprovidos de angústias e dores amargas
os nossos movimentos não eram mecânicos
as nossas atitudes eram motivadas pelo nosso ímpeto juvenil
as nossas amizades eram sinceras
e os nossos sentimentos independentes das opiniões alheias.
Mas nós crescemos...
crescemos e perdemos parte daquela inocência infantil que tínhamos quando éramos crianças.
O que aconteceu conosco...
para onde foram nossos sentimentos, as nossas alegrias reais
os nossos amores sinceros...
Quero ter novamente para mim aquilo de que tenho saudades fúnebres.


"No fim, há sempre a possibilidade do início!"

José de Lima Cardozo Filho

Alforria

Quando você olha para trás e não vê pegadas dos seus próprios passos, quando o teu passado não lhe traz o peso da consciência, aí, creia; você fez o que tinha de ser feito! Quando você caminha em direção ao fim com a sensação de que não deixou nada escapar, de que absolutamente nada do que você deveria ter trazido ficou para trás, aí você tem a certeza de que tudo o que fizera foi o correto a se fazer! Quando você vê claramente que outros caminhos nada tinham a lhe oferecer, aí você felicita-se ao saber que fez tudo certo!
Meu pai disse certa vez: "Um homem faz aquilo que tem que fazer. E o que tem de ser feito é o que é certo. Todo mundo sabe o que é certo. Se não o fizer condena-se a si próprio a uma vida mesquinha e distante do que realmente é!"


"Jargões poliméricos em bocas desorientadas e disparadas em frases feitas! Nunca entendera o sentido. Resignou-se na mediocridade da monotonia de inflar o próprio ego. Nunca preocupou-se em fazê-lo realmente grande. Se negara terminantemente a cada oportunidade que tivera. Sorria, este é o livre arbítrio de um mundo livre!"


José de Lima Cardozo Filho

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sobre Mim

Virou a esquina e o que lhe sobrara foram sonhos avulsos. A janela está entreaberta. Raio fino de esperança de sentidos esquisitos!


"Na verdade, eu nunca sei bem o que fazer. Tudo parece simplesmente confuso. Raros são os fatos que vejo com a clareza necessária."

José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Intensa Mente

Se teus sonhos forem todo nessa toada , e se simplesmente quiseres, não adia atender à vontade, pois é vadia uma vida vazia. E se queres como todo, não te enchas com meio. Se não quiseres, vai-te adiante na caminhada que o caminho é todo teu. Não te permitas subtraí-lo de ti mesma! Escolha o caminho da vida e da verdade, ainda que haja loucura na tua viajem.

"Quando aquilo sugiu em meio à boreal, cresceu em mim, apertou o peito, desnorteou sentidos e senti cansaço sem igual!"

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Vida é Breve

A vida é breve
Apaixona-te, doce senhora,
Equanto os teus lábios ainda estão vermelhos
E antes que tenhas frio.
Porque não existe nenhum amanhã...

*Ikiru, arte cinematográfica memorável e pura de Akira Kurosawa

terça-feira, 6 de abril de 2010

Destino

Cortou como fio de navalha afinada
Furtivo como pensamento veio e tomou devagar cada gole de desejo
E vagou feito fantasma na memória...

José de Lima Cardozo Filho

Menina

Ela fugia da sua realidade em festas. Buscava nas luzes solitárias da boate uma companhia que a fizesse esquecer o caminho, ou que pelo menos a fizesse sentir-se a caminho de algum lugar. Entre cores abstratas do neon fugia da solidão íntima que a pressionava o peito. Sentia-se só, sem saber se havia mesmo alguém. Olhava para os lados e tentava encontrar, mas o que lhe vinha aos olhos era solidão. Mais uma bebida encharcava-lhe os pensamentos como águas de novembro encharcam o chão. Em cada gole uma abstração induzida do seu caminho só. No fim da noite, as luzes de apagaram, o sons se calaram e o silêncio pungente da madrugada pesou sobre sua cabeça embriagada. Voltava pra casa, pra mesma casa de onde saíra há tanto. De onde fugira da solidão. Voltava ali e mais uma vez recostava-se sobre a cama fitando o teto numa tentativa cansada de encontrar respostas. Procurava uma razão para entender o caminho, uma razão que a fizesse sentir o caminho. Entre mergulhos no branco amarelado do teto do quarto em busca do seu mundo encontrou por um instante o mundo no qual ela já não se sentia esquisita. 

Na cidade raiava o dia e ela ainda não dormira. Perturbada pela estranha sensação da esquisitice resolveu então viajar. Deixar nas curvas das estradas seus anseios excêntricos, suas loucuras peculiares. Mas não sabia para onde ir e tudo no caminho lhe parecia desconfortavelmente estranho. Ainda se sentia só! Caíra a noite e com ela toda a solidão que lhe fizera companhia por toda a trilha. E caiu feito pedra. O vento no rosto disfarçava todas as saudades, uma distração travessa que lhe chamava a atenção no cruzamento das vias.

... e seu destino fora mudado pelas luzes do novo mundo. Na "cidade" estranha onde a ruas eram tortas e as pessoas confusas. Ali era seu lugar! 

"Hoje eu sinto um vazio que enche a alma! Saudade, solidão, amor, vontade..."

José de Lima Cardozo Filho

domingo, 21 de março de 2010

O meu amor II


O meu amor já não é mais sozinho
Encontrou seu aconchego, seu vinho
Mas vagueia ainda pelo universo
Recitando odes, escrevendo versos

Os versos do meu amor são carinho
Ternura sem vestígio algum de agrura
Amor assim que acha bonitinho
No outro, mesmo a chatice ou a frescura


O nosso amor lindo que germinou
Segue numa levada inabalável
Hoje imenso, outrora inominável


Digo nosso, pois já não é só meu
Tão lindo grande e forte seu tornou
Não cabe mais em mim, também é seu




Leandro Costa

O destino do nosso amor



Ouvir o som de seu nome sugere-me versos
de poemas, os mais belos, ainda nem escritos
Subverte-me a alma e deixa-me imerso
num turbilhão de pensamentos: seu corpo, seus mamilos...
Reconstrói em mim todos os momentos de felicidade e ternura
Como se já tivesse a felicidade de acariciar nossos filhos
Estes que ainda não tenho...não temos...
Mas que já nascem no âmbito de nossos desejos
Sobrepondo toda ansiedade, medos e receios
(são fogos de artifícios em mim ao vê-los se alimentando em seus seios)
Nascem puros fortes, livres, lindos...
Sendo a expressão da beleza do nosso amor
Puro, forte, livre, lindo...
E assim, como se fosse nossos filhos
O nosso amor eu crio, não cultivo
Plantas é que são cultivadas
Nosso amor já é um ser superior
Um ser com vontade própria
Um ser com bondade própria
Que nos deixa mais perto de Deus
Mas que está livre, para partir quando quiser
Para seguir seu vento norte
Como um filho que se casa e parte em seu caminho
Como qualquer um de nós que caminha para a morte
E assim livre como é o nosso amor
Caso decida viver ao nosso lado
Tratá-lo-ei bem, apesar de toda possível dor
E assim o farei de muito bom grado
Com tudo que há em mim de mais belo e sagrado


quarta-feira, 17 de março de 2010

Turista amororso

O amor é um fogo que arde sem se ver. Usamos essa máxima de Camões para justificar a análise de um segmento econômico ainda não estudado: O turismo amoroso. Diversos outros já têm suas denominações catalogadas, com números fixos, previsões de taxas de crescimento, essas coisas bem objetivas que são exibidas nos jornais e aprendemos a gostar.

Reivindicamos que o turismo amoroso seja reconhecido e ocupe o destaque que lhe é devido, afinal, nenhum outro segmento é capaz de fazer com que o turista antecipe férias, atrase a hipoteca da casa, o financiamento do carro, brigue com a família, com o chefe e muito mais, para viajar longos caminhos única e exclusivamente por alguns dias de felicidade.

O turista amoroso não mede distâncias, nem meio de transporte, tampouco se importa com o café-da-manhã servido no hotel barato, para ele não existe alta ou baixa temporada, e todo dia será de praia cheia e cerveja gelada.

Nada de turismo cultural, afinal, o turista amoroso tem seu próprio monumento, sua esfinge egípcia, seu museu com caráter futurista, ele tem seu próprio ritual, seja em Macapá ou em New York.
Ele é a personificação da ganância por proximidade, sem planejamento algum se dispede das deusas webcams sem resolução, dos MSN’s e das tarifas absurdas do interurbano, e vai à busca do “ao vivo e a cores”. Camões nem sonhava com internet ou trem-bala, mas sapecou de lá essa verdade: “o amor é um fogo que arde sem se ver” e arde até mesmo a longas distâncias.

Ulisses Lima


Blog esse onde o texto fora originalmente publicado, aconselho que o acessem e leiam os vários textos publicados por la, são muito bons, alguns sensacionais!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Num Pedacinho da Asa Norte

Brasília, 12 de Março de 2010, 22h e 8 minutos, horário local!
Longe de casa há mais de uma semana, a milhas e milhas distante...
Bom, resolvi usar o modesto Tio na Zona para registrar algumas peculiaridades da vinda à capital (Brasília).
Estamos ficando em um apartamento aconchegante, digo, bastante aconchegante. Tão aconchegante que às vezes me sinto espremido pelas paredes. Mas sim, o App é um ambiente legal. Pelo menos até fazermos nossa janta. Bom, pense agora no aconchego do apartamento,a pouca ventilação do local, o gás liberado da cebola ou do alho; junte tudo isso na sua mente e conclua sobre a mistura. Aposto que seus olhos se encheram de lágrimas. Acredite, os meus também, e não é de emoção! E por falar em jantar, estamos cozinhando. Argh!!!
Cardápio variado toda noite. Ontem, aprontamos arroz, frango, tomate e um refrigerante. Já hoje, por exemplo, fizemos frango, arroz, tomate e faltou refrigerante! Temos nos dado tão bem na arte da culinária, que estamos pensando em montar um restaurante japonês: "Prato da casa: Arroz"!
Encerro por aqui este breve relato. Desculpem encerrar assim sem sal (rs). Acontece que errei a "mão" no sal do arroz e estou compensando aqui. Logo voltarei com novas histórias sobre esta epopéia no "faroeste caboclo".

José de Lima Cardozo Filho
Powered By Blogger