O tempo é sábio
e nos da tudo o que temos,
e nos da tudo o que temos,
nos da tudo que somos.
Ele trabalha o que precisa ser trabalhado,
envelhece o que precisa ser envelhecido,
traz lembranças de nosso esquecimento
e leva lembranças ao esquecimento.
Ele leva um amor ao vento
(esse seu parceiro inseparável)
e também pode fazê-lo brotar.
O tempo nos trás pessoas inesquecíveis
e depois mais pessoas inesquecíveis
depois que esquecemos a anterior.
Mosaico de sentimentos
do ódio ao amor
passando pela indiferença.
Tempo maldito que custa a passar.
Tempo bendito eterno em um instante.
Instante do abraço antes do apocalipse.
Apocalipse que inicia uma nova era.
Como o sol novamente após um eclipse.
mas mesmo que um meio sempre encontre a vida
ou que a vida sempre encontre um meio
sempre chega a hora do mergulho
então o abraço se desfaz
o beijo já não toca
a voz cala
a dor
.
É quando desejamos não desejar
(é o que penso, apesar de nunca ter chegado lá)
Tudo já se foi
só nos resta acreditar
na ilusão de estarmos indo atrás,
atrás dos que já foram, do que já foi.
Acreditar que foi bom o que fizemos
(e bom não só para nós mesmos)
resta-nos acreditar que é natural
natural o que nosso instinto
sempre nos ensinou a ter medo.
E de fato o fim é mesmo sempre natural
por mais artificial que seja a maneira
por mais que busquemos por explicações
ou que queiramos não aceitar
negar pode ser uma rima
talvez uma saída
mas não uma solução.
Esta não existe
nem sub-existe,
apenas nos incomoda,
insiste e persiste.
Quase nada nos resta:
fantasia para uns
morfina para outros.
Como durante a vida
cada um procura sua droga
nem todos encontram
não há corrimãos
não há bengalas
não há cadeiras
não há clareiras
cada uma por si
como viemos ao mundo
ela como ela é
O tempo já não importa,
apesar ser o maior dos problemas.
O maior dos problemas já não importa.
Somente o sentimento
e todo ele em um só momento
mas não há tempo para tudo
só há tempo para pouco
muito, muito pouco
um resquício
intenso
inteiro
mas não eterno.
O coração já não mais
O ar já não entra
O que tudo suporta
já não mais aguenta,
o sopro se esvai ao vento
e apesar de boas horas vividas
Advém o fim, sempre intrépido e sangrento
Ele trabalha o que precisa ser trabalhado,
envelhece o que precisa ser envelhecido,
traz lembranças de nosso esquecimento
e leva lembranças ao esquecimento.
Ele leva um amor ao vento
(esse seu parceiro inseparável)
e também pode fazê-lo brotar.
O tempo nos trás pessoas inesquecíveis
e depois mais pessoas inesquecíveis
depois que esquecemos a anterior.
Mosaico de sentimentos
do ódio ao amor
passando pela indiferença.
Tempo maldito que custa a passar.
Tempo bendito eterno em um instante.
Instante do abraço antes do apocalipse.
Apocalipse que inicia uma nova era.
Como o sol novamente após um eclipse.
mas mesmo que um meio sempre encontre a vida
ou que a vida sempre encontre um meio
sempre chega a hora do mergulho
então o abraço se desfaz
o beijo já não toca
a voz cala
a dor
.
É quando desejamos não desejar
(é o que penso, apesar de nunca ter chegado lá)
Tudo já se foi
só nos resta acreditar
na ilusão de estarmos indo atrás,
atrás dos que já foram, do que já foi.
Acreditar que foi bom o que fizemos
(e bom não só para nós mesmos)
resta-nos acreditar que é natural
natural o que nosso instinto
sempre nos ensinou a ter medo.
E de fato o fim é mesmo sempre natural
por mais artificial que seja a maneira
por mais que busquemos por explicações
ou que queiramos não aceitar
negar pode ser uma rima
talvez uma saída
mas não uma solução.
Esta não existe
nem sub-existe,
apenas nos incomoda,
insiste e persiste.
Quase nada nos resta:
fantasia para uns
morfina para outros.
Como durante a vida
cada um procura sua droga
nem todos encontram
não há corrimãos
não há bengalas
não há cadeiras
não há clareiras
cada uma por si
como viemos ao mundo
ela como ela é
O tempo já não importa,
apesar ser o maior dos problemas.
O maior dos problemas já não importa.
Somente o sentimento
e todo ele em um só momento
mas não há tempo para tudo
só há tempo para pouco
muito, muito pouco
um resquício
intenso
inteiro
mas não eterno.
O coração já não mais
O ar já não entra
O que tudo suporta
já não mais aguenta,
o sopro se esvai ao vento
e apesar de boas horas vividas
Advém o fim, sempre intrépido e sangrento
Leandro Costa

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