Um pensador disse em certa ocasião que a existência humana oscila entre o sofrimento e o tédio com intervalos que chamamos de momentos felizes. Muito sábias tais palavras. Trata-se de uma visão que descreve sinteticamente o que se passa com o homem durante a vida com um olhar um tanto quanto realista, ou mesmo pessimista - eu admito.
Sofrimento e tédio, definitivamente, não são mero fruto da ira de um (D)deus embriagado ou mal humorado, mas talvez sejam os responsáveis por estarmos por aqui, já a essa altura dos acontecimentos. O tempo passou, nós surgimos pouco a pouco na Terra e cá estamos depois que tanto tenha se passado. Alguns chamam isso de sucesso evolutivo, outros acreditam que tudo surgiu de uma obra de um ser superior e há ainda os que se permitem permanecer na dúvida. O fato é que, de uma forma ou de outra, ainda habitamos a Terra e o sofrimento e o tédio são dois dos responsáveis por isso. Basta que olhemos para nossas próprias vidas e para o que nos cerca para chegarmos a algumas fáceis conclusões: tudo aquilo que traz conforto não motiva mudanças, em time que ta ganhando não se mexe e por ai vai. Por um outro lado, sofrimento motiva atitudes de procura e consequentemente encontros, mudanças de rota, de direção. Sofrer não é confortável, não trás comodidade ou alívio, ao contrário, trás sensações extremamente desagradáveis e por vezes até mesmo insuportáveis com as quais não conseguimos permanecer muito tempo sem que algo seja feito, sem que uma atitude seja tomada.
O tédio, apesar de bem diferente do sofrimento, também serve como fomentador de descobertas, mas de uma maneira um pouco diferente. Ele algumas vezes anda de mãos dadas com o ócio, mas em muitas outras pode acompanhar as mais árduas formas de trabalho ou qualquer outra ocupação, entretanto, de uma forma ou de outra, ele é sempre revelador. Revela a necessidade de desenvolvermos novos objetivos, novas metas, a necessidade de superação, de aventuras e muitas outras. O tédio muda rumos, sugere uma contramão, a desconstrução como forma de construção. Ele mostra como a “mesmice” tem que ser combatida ferrenhamente. A história (assim como a história da humanidade) é sempre a mesma: o que antes lhe aprazia, agora lhe causa repulsa; o que trouxe bastante conforto no passado, hoje incomoda; o que satisfazia, hoje já não satisfaz mais; o que combinava, hoje destoa.
Sofrimento e tédio complementam-se e dessa forma possibilitam que sejamos muito do que realmente somos. Há aquilo que só alcançamos se nos mobilizarmos em diferentes situações, em momentos de farpas e espinhos, mas também momentos de água e vinho; digo, a mesma água e o mesmo vinho já há muito ou mesmo algum tempo. Farpas e espinhos exigem força, superação da dor e da angústia; exigem um ser humano mais realista, racional, persistente, corajoso. No entanto, superar a mesma água e o mesmo vinho não exige força nem é um ato de coragem (na maioria das vezes), pois a água e o vinho não estão causando exatamente um mal, eles continuam matando a sede. Veja que não se trata de algo tão simples que possa ser resolvido transformando-se água em vinho caso se tenha somente a água ou trocando o vinho por água caso se tenha somente o vinho. Reverter o repetido exige criatividade, exige uma mente aberta; aberta para o novo, para o que é inovador, contraventor, surpreendente, diferente, e que diferente seja entendido como apenas diferente, não necessariamente melhor ou pior do que antes.
Criatividade e força são duas de nossas características mais vantajosas e belas, mas que nascem de algo que nos incomoda, que nos enche ou mesmo que nos esvazia; que nos faz sentir demais ou sentir de menos. São características advindas do sofrimento e do tédio (pelo menos em parte), duas sensações que se pudéssemos escolher não escolheríamos, mas que de alguma forma nos escolheram e fizeram de nós o que somos hoje: virtudes e defeitos, esperança, ódio, indiferença e amor.
Sofrimento e tédio, definitivamente, não são mero fruto da ira de um (D)deus embriagado ou mal humorado, mas talvez sejam os responsáveis por estarmos por aqui, já a essa altura dos acontecimentos. O tempo passou, nós surgimos pouco a pouco na Terra e cá estamos depois que tanto tenha se passado. Alguns chamam isso de sucesso evolutivo, outros acreditam que tudo surgiu de uma obra de um ser superior e há ainda os que se permitem permanecer na dúvida. O fato é que, de uma forma ou de outra, ainda habitamos a Terra e o sofrimento e o tédio são dois dos responsáveis por isso. Basta que olhemos para nossas próprias vidas e para o que nos cerca para chegarmos a algumas fáceis conclusões: tudo aquilo que traz conforto não motiva mudanças, em time que ta ganhando não se mexe e por ai vai. Por um outro lado, sofrimento motiva atitudes de procura e consequentemente encontros, mudanças de rota, de direção. Sofrer não é confortável, não trás comodidade ou alívio, ao contrário, trás sensações extremamente desagradáveis e por vezes até mesmo insuportáveis com as quais não conseguimos permanecer muito tempo sem que algo seja feito, sem que uma atitude seja tomada.
O tédio, apesar de bem diferente do sofrimento, também serve como fomentador de descobertas, mas de uma maneira um pouco diferente. Ele algumas vezes anda de mãos dadas com o ócio, mas em muitas outras pode acompanhar as mais árduas formas de trabalho ou qualquer outra ocupação, entretanto, de uma forma ou de outra, ele é sempre revelador. Revela a necessidade de desenvolvermos novos objetivos, novas metas, a necessidade de superação, de aventuras e muitas outras. O tédio muda rumos, sugere uma contramão, a desconstrução como forma de construção. Ele mostra como a “mesmice” tem que ser combatida ferrenhamente. A história (assim como a história da humanidade) é sempre a mesma: o que antes lhe aprazia, agora lhe causa repulsa; o que trouxe bastante conforto no passado, hoje incomoda; o que satisfazia, hoje já não satisfaz mais; o que combinava, hoje destoa.
Sofrimento e tédio complementam-se e dessa forma possibilitam que sejamos muito do que realmente somos. Há aquilo que só alcançamos se nos mobilizarmos em diferentes situações, em momentos de farpas e espinhos, mas também momentos de água e vinho; digo, a mesma água e o mesmo vinho já há muito ou mesmo algum tempo. Farpas e espinhos exigem força, superação da dor e da angústia; exigem um ser humano mais realista, racional, persistente, corajoso. No entanto, superar a mesma água e o mesmo vinho não exige força nem é um ato de coragem (na maioria das vezes), pois a água e o vinho não estão causando exatamente um mal, eles continuam matando a sede. Veja que não se trata de algo tão simples que possa ser resolvido transformando-se água em vinho caso se tenha somente a água ou trocando o vinho por água caso se tenha somente o vinho. Reverter o repetido exige criatividade, exige uma mente aberta; aberta para o novo, para o que é inovador, contraventor, surpreendente, diferente, e que diferente seja entendido como apenas diferente, não necessariamente melhor ou pior do que antes.
Criatividade e força são duas de nossas características mais vantajosas e belas, mas que nascem de algo que nos incomoda, que nos enche ou mesmo que nos esvazia; que nos faz sentir demais ou sentir de menos. São características advindas do sofrimento e do tédio (pelo menos em parte), duas sensações que se pudéssemos escolher não escolheríamos, mas que de alguma forma nos escolheram e fizeram de nós o que somos hoje: virtudes e defeitos, esperança, ódio, indiferença e amor.
Leandro Costa

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