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sábado, 26 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Poema Seu


C
omo fazes tu versos e poemas? Por acaso?Tu que escreves, sabes que escreves o que lê quem vê com olhos outros que não os da pena acunhada por entre teus dedos? Pois são por acaso, esses versos teus que escrevi! Quando soube ser teu amor por mim utópico, resolvi traçar linhas sobre este sentimento fugaz que lhe tenho. Que ironia, mesmo, o acaso de horas fortuitas! Sabias, por um acaso, que és tu acaso de meus sentimentos? Tu o sabes? Ou será que ainda não conheces os acasos de teu destino? Evidente que não, não é? Por que perguntas, assim? Não o são, não, na verdade. São respostas. Duvidosas, claro! Não poderia revelar-te segredos, assim, claros. Mas deves encucar-te com tamanha burrice a minha. De que me serve saber que digo em palavras cruzadas se não me serve em lhe tornar ciente sobre o que em meus sentidos nasceu por ti? De que vale saber dizer escondido o que deveria lhe contar às claras do que sinto? Oh, vedes o quão é difícil ser assim, eu? Vedes o meu sofrimento tranqüilo e voluntário? 

                                                    José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O passado às lembranças...


O
h, senhorita! Quem és tu, para invadir novamente meus sentimentos assim. Aconselho-te que reveja tuas idéias, toma o caminho pelo qual chegaste até aqui e retorna para o lugar de onde saiu. Pois eis que vieste em tantas noites de lua por estas paragens e se fora ao romper da aurora, deixando só este sobre o qual tua alma se recostava para descansar. Vá e não venha ter comigo novamente. Cansas nossos espíritos com olhares e sorrisos que dispensam as palavras e depois as invocam pra justificá-los. Vá e leva contigo o que restou. Leva contigo toda a semente deste amor que não foi semeada, pois não vingou o que foi jogado ao chão. Leva como lembrança daquilo que não houve e deixe guardado em segredo. Que fique a sete chaves em tua mente. Pois não é mais tempo de semear. Então, que não vão ao chão estas sementes mal fadadas. 


"A verdade, e somente a verdade, vos libertará!"
José de Lima Cardozo Filho

domingo, 31 de outubro de 2010

Utopia

     Quem sabe quando podemos ser contaminados pelo bichinho da utopia? Como explicar a sensação de fracasso e frustração de viver num mundo sem limites e ao mesmo tempo limitado a ponto de impedir movimentos que se faça no sentido de alcançar a realidade de um sonho? Como explicar o sabor amargo da excentricidade? Como dizer a si mesmo que o tempo em que estivera na batalha da busca pela felicidade não passara de um sonho, e que neste, fostes derrotado pelas forças do "acaso"? Por que motivo acreditar no acaso do futuro, quando, na verdade, não se acredita nem na própria constatação da doçura do presente? E o presente? Quem nos deu esse presente nostálgico, que nos faz sentir saudades do que nunca tivemos?
      Tantas perguntas me remetem a acreditar que todo tempo estive sedado, e que agora acordado, ainda meio anestesiado, começo a ver a dura realidade; implacável se faz sentida e arranca a inocência de sonhador. É difícil acreditar que durante um momento da eternidade estive sob domínio da utopia. Em saber que tudo poderia ter sido real. Em pensar que no raio de um instante tudo esteve tão perto e que por um segundo pude experimentar o calor indistinto de ser feliz. Ela estava ali; tão próximo quanto poderia estar. Era a personificação da beleza e perfeição com que sonhara há tempos. Bastava um olhar em sua direção para saber que se eu a tivesse para mim, nada mais importaria, pois nela, havia um brilho, um sabor, um cheiro, um som. Um brilho que fazia vibrar, um sabor que fazia derreter, um cheiro que fazia entorpecer, um som que fazia em devaneios no próprio sonho.
      O mundo dos sonhos são como labirintos, quando dentro dele nos sentimos perdidos na doce ilusão de ser quem não somos, de ter quem ou o que não temos, de ver o que não vemos, de viver o que não vivemos. Tal qual os labirintos, o mundo dos sonhos nos faz perder a noção da realidade, embaraçando nossos sentidos e nos entorpecendo de forma elouquecedoura.
      Não raros são os dias em que no sentimos alquimistas ridículos, que acreditam em coisas ‘impossíveis", e não obstante, arrastamos um monte de pessoas fazendo-as acreditar também na a promessa de algo tão incerto quanto à megalomania dos nossos sonhos. Importante é sonhar. Mas, porque sonhar? Porque sonhar quando na verdade o que conta mesmo afinal de contas, é a beleza gélida da realidade? Talvez, porque somos dependentes de algo que nos faça acreditar no que podemos realizar com a força da vontade e da fé, mesmo que no decorrer dos anos nunca consigamos provar isso.
      Ver a realidade  num plano diferente dos nossos sonhos, e se conscientizar disso, nos induz a experimentar o gosto adstringente de uma derrota sem luta, uma dor aguda sem analgésico que a faça cessar, uma fraqueza na carne que nos faz tremer de medo, um medo estranho do depois. O silêncio em nossa alma grita estridentemente, buscando por respostas que o tempo insiste em nos dar de forma parcelada, o que nos leva quase à loucura de tanta ansiedade. Difícil mesmo, é quando se sofre calado e sozinho num canto, desnorteado, e apesar da enorme vontade que se sente de gritar como um louco ou mesmo chorar copiosamente, o grito fica contido no peito e as lágrimas insistem em não cair. Os dias vem e vão, mas no deserto da desilusão a escuridão da noite se faz presente, como um presente dos deuses do mundo  inferior. Se se sente sede ou fome, não há líquido ou comida que nos satisfaça, pois a única coisa capaz saciar nossas necessidades não passa de um sonho, uma miragem, uma ilusão. Pura obra da ironia do senhor destino, que sabe-se lá o porquê, resolve satirizar nossas vidas com brincadeiras de mau gosto. Não é complicado entender tudo isso, complicado mesmo é aceitar. Aceitar como vacas de presépio. Aceitar as circunstâncias, por mais desagradáveis que sejam, confiantes em meio a vendavais, crentes de que acima das nuvens escuras há um sol que brilha.


"Ocê talvez não conhece o veneno que as cobras têm,
Pois elas quando dá o bote balança o guizo também,
A cascavel, traiçoeira quando ela quer se vingar,
Balança o guizo contente na hora dela pegar;
A urutú é perigosa, de ruim não se manifesta
É cobra tão venenosa que traz uma cruz na testa
Jaracuçu Deus nos livre quando ele chega a picar
Deixa o sinal de seus dentes e a cicatriz no lugar;
Mas eu lhe digo a verdade, por cobra eu já fui picado;
Por cascavel, caninana e urutú este malvado;
De todas já me livrei desse veneno amargura
Existe um contra-veneno por isso tudo se cura;
Mas tem uma cobra do mato, cabocla lá do sertão
Que traz veneno nos olhos e ataca no coração
Dessa uma vez fui picado, um dia só por maldade
Que ainda trago o veneno, na cicatriz da saudade
."

(Tião Carreiro & Pardinho, Cobra Venenosa)

José de Lima Cardozo Filho

sábado, 23 de outubro de 2010

Apreço Batido

Norte;
Ninguém, exceto Propósito
Silêncio!
Saiu por aí; ninguém mais viu.
Seguiu linha reta, invisível, sem distinção
dobrou a esquina
pintou o sete
Foi Rio Abaixo
Encontrar-se.

sábado, 16 de outubro de 2010

Um Micélio Oportunista

O que é o que é?
O que é o que parece ser? Não é?!
É fato passado, perpétuo
Passeia passarinho
Ainda pulsa o pulso firme
Eeô vida de gado
Elo democrático, festim
Viva,
É campanha eleitoral
 Na boca do povo, na voz de "deus"
Exímio rótulo comercial
O que é o que é?

 
"Há aqueles de toda estirpe!"

 
José de Lima Cardozo Filho

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Experiência e Os Outros

Sentimentos alheios não fazem muito sentido sob a ótica egocêntrica que nos toma pensamentos e razão! Compreender aquilo que está para além das fronteiras de nossos macrosentidos é exercício árduo e moroso. Demanda vontade! Não é?

"Eu era um menino e agia feito um infante; e agora, José?"

José de Lima Cardozo Filho

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Mentira e A Verdade

      - (...)!

      - Ela mentiu. Com a coragem que a distância deu, ela mentiu descaradamente!

      - Queres a verdade? Tens força suficiente para aguentar a densidade da verdade?

      - (...)

      - Poupe-se então da verdade, e sê feliz.

"`A verdade é bem uma maldição com a qual poucos conseguem lidar harmoniosamente!"


José de Lima Cardozo Filho

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Generalidades

      O Amor
Quem sabe tanto sobre o amor que seja capaz de fazer uma só afirmação certeira sobre ele que não aquela que reza sobre suas incertezas?
   
      A Amizade
Já não sei sobre o que me fez amigos de uns raros. Aconteceu, simplesmente. Destes, ainda mais raros são aqueles que permaneceram na amizade. Também não sei sobre razões ou explicações plausíveis. Mas na amizade que ofereci assumi riscos e sofri sozinho pelas razões que não pude explicitar.

      Deus
Mistério; de todos, o maior!  


José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Veredito Alheio

      Como julgar um homem?

      Por suas ações? Ou pelo que este é em seu íntimo? Poderia, eu, julgar um homem? Talvez. Mas que pesos devo usar para tal? Que pesos são justos para fazê-lo? Para que lado escolherei, arbitrariamente, fazer pender a balança? E eis, que eu, particularmente resolvi usar meus pesos. Os pesos da dúvida. Pois que sei eu sobre pesos? Serão iguais? Diferentes? Que sei eu sobre pesos e medidas para julgar um homem?

      Posso julgar um homem por suas ações, se há tantos pensamentos desconhecidos,tantas razões escondidas? Tenho esse lúgubre e sinistro direito de julgar homem algum? Não sei! Pois a mim, pesaria a espada da justiça. E a minha justiça é justiça de desconhecido. Não se trata de ser cauteloso ou covarde, pois tais atributos me são muito nobres. Trata-se de escolha. A escolha pelo desconhecido, pelo vazio sem respostas. Estou ali, nos ares nebulosos das interrogações obscuras! Bem ali a ser julgado pelos reflexos de labirintos de espelhos.

      Escolhi não pensar em razões, motivos. Escolhi o alheio aos meus julgamentos, pois estes últimos me são muito caros; preço que não posso pagar. Mas aqui, que haja lancetes de embriaguez lúcida. Que haja um julgamento. E que o faça quem tenha esse poder. Que o faça quem tenha os pesos e medidas sob custódia secreta. E assentenças espúrias? Danem-se as minhas dadas, a nós de nada valem. Contra mim, daqueles que como eu desconhecem pesos e medidas, valem nada!
     
      "O que define um homem? Seus atos ou seus pensamentos? Ora, a verdade nunca é clara ante olhares relativos, embora absoluta. O que faz de um homem um homem? O telencéfalo superdesenvolvido ou seu polegar opositor? Talvez, o que faça de um homem um homem sejam seus pensamentos, suas ideias; seu telencéfalo superdesenvolvido. Pois ainda que lhe cortassem o polegar opositor, ainda que lhe tomassem o direito de agir, ainda assim, lhe sobrariam os pensamentos e as ideias. Estou certo? Sei não! Prefiro não pensar em estar certo. Penso por compulsão, e penso não querer pensar em quase nada. Por isso, "há metafísica bastante em não pensar em nada¹!"."

¹Fernando Pessoa: O Guardador de Rebanhos.  


José de Lima Cardozo Filho

terça-feira, 20 de julho de 2010

Biotecnologia na Amazônia: "Tirando Leite de Onça"?

Prezados leitores do famigerado Tio na Zona,
recentemente tive a honra de escrever para o Biotecnologia na Amazônia, blog de um grande amigo meu. Na intenção de prestigiar o blog citado e agraciar vossa mercê, leitor, com uma leitura descontraída e conduzi-lo à reflexão de novas ideias e ideiais diferenciados, acesse aqui alguns de meus escritos sobre ciência e suas peculiaridades regionais.
Sem mais no momento, grato pela "fidelidade promíscua"!
Grande e forte abraço.

 José de Lima Cardozo Filho

sábado, 10 de julho de 2010

Brevidades do Amor

Este "post" pede concisão!
Ora, será o amor causa de autosubmissão? Será mesmo?
Ora, será o cárcere psicológico o preço do amor? Serão mesmo necessários esses abusos?
Ora, ora! Será essa violência disfarçada uma forma de amor, e como tal, justa? Será amor ou desespero essa transfiguração mutiladora do ser?
Que pairem pelas cabeças essas interrogações, se fizerem algum sentido, claro!

"... ainda que te cases, preserva teus amigos! Um dia saberás o valor de tê-los conservado."

José de Lima Cardozo Filho

terça-feira, 1 de junho de 2010

Orto, Meta e Para

      Ir adiante com a cabeça erguida e os olhos fixos no horizonte! Manter os pés no barro e sentir entrar nas narinas o sopro vital! Ter forças pra levantar todas as manhãs sem saber fazer aquela prece da qual você tanto precisa! Bocejo! Desejo! Um queijo! Mais um beijo...d'alma d'alguém distante na estante naquele instante bastante gigante? E(i)xo sem nexo conexo(?) perplexo(?) complexo(?) convexo(?)... orto, meta e/ou para doxo... Diferente posição dependente da p-referência; Faz-se de cor-a-ação pra man-ter a aparência (pálida);

"Escritos de 23 de Julho de 2009"

José de Lima Cardozo Filho

Você (Parte I)

      Antes de tudo, um olhar teu me fará feliz por um instante atemporal. Os teus sonhos serão meus sonhos também! A tua vida se confundirá com a minha e seremos um; seremos um de dois. Depois? A gente pensa no depois quando for inevitável; quando não houver agora. Viveremos como loucos desvairados. Abandonaremos o normal e seremos consumidos pela loucura própria dos amantes. Tomaremos como nossos os sonhos dos viajantes; e seremos egoístas como os jovens apaixonados. Nos esqueceremos do jantar, juntos, à beira de um riacho, cujas águas murmuram nossos nomes bem alto. Olharemos de longe, bem distante, os pores-do-sol e nos reconfortaremos um no espírito do outro. Roubaremos para nós os amanheceres dos domingos de outono. E viveremos a eternidade da cada momento. Na areia do quintal, desenharemos nosso destino; desenharemos o agora como se não houvesse, de fato, um destino depois, como se tivéssemos comprado o amanhã com o sem preço do nosso amor. Traçaremos a partitura de nossa canção com a mesma suavidade de sua pela branca, morena, amarela.


      Nestas linhas mal traçadas deposito o fruto de um devaneio, quiça uma utopia. Mas são sentimentos profundos, são histórias não vividas, não contadas. Um querer sem querer. Quisera eu o tempo todo que você quisesse comigo, na mesma frequencia, com intensidades desproporcionais. Quisera que substanciássemos esse abstrato sonho relegado às minhas lembranças esquecidas à força.
 
"Escritos de 08 de Abril de 2009"
 
José de Lima Cardozo Filho

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bailarina II

"Sons e versos solitários de bandolins, depósito da solidão fortuita, tristeza e todo desejo explícito oculto de dimensões dilatadas. Pois é sofrer a alma andarilha, alma bandoleira a rodopiar pelos campos da loucura. Agudo é o som da saudade que recobre essa alma bailarina. Agudo esse som da loucura..."
"[...] que haja em mim toda a paz e a calma do esquecimento do perdão e do amor [...]"


José de Lima Cardozo Filho

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Parágrafo

      Lá na casa da cidade, há bilhetes espalhados no chão. Cheios de dizeres dispersos, tanto quanto pensamentos avulsos na memória fraca de quem escreve. Cheios de verdades e mentiras sinceras, esperando trazerem luz à escuridão da solidão do piso frio. Hão de se despir e mostrarem-se por inteiros aos que interessam com sinceridade ímpar de escritos de tempos quaisquer [tempos perdidos]. Frases sem sentido de amores [amor, profundo amor] e desamores sentidos. Verdades dúbias e questionáveis [porém não reprováveis, nem mesmo condenáveis] de quem escreve com tal aviesada linearidade. Por linhas tortas escreve certo quem escreveu os rascunhos lá do chão [frio] da casa.  

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fonfoncé sem sentido...


Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que o sentido da vida é buscar qualquer sentido, nesse contexto eu me insiro por inteiro, tenho tal afirmação quase como filosofia de vida. Digo quase, pois ainda guardo no peito muitos valores cristãos ou não cristãos, ocidentais ou não (sobretudo os primeiros) que permeiam a idéia que eu faço a respeito do sentido da minha vida. O fato é que, todos os meus planos e objetivos de vida, no tocante a vida pessoal, revoltaram-se com a minha forma ortodoxa de ver e levar as coisas, voltaram-se contra mim e me jogaram ao chão, permitindo-me acesso irrestrito a felicidade. Tudo mudou quando um certo “Fonfoncé sem sentido” trouxe-me tudo de mais exato e coerente que tenho hoje, trouxe-me certeza – essa que já não tinha há algum tempo –, trouxe-me fé, essa que por tanto tempo esteve sufocada dentro de mim, mas que agora brota como flor na sua época. E as minhas angústias e desprazeres com o mundo conseguem sempre ficar suportáveis, pequeninas diante da força de uma pequena... de uma pequena gigante que todo dia mostra-me como pode ser belo e saudável estar ao lado de alguém.


Leandro Costa

Vida flor, amor
















Vida-flor, amor, é sobreviver ao resquício de rotina
que retém em si a flor da vida
esconde-a do sol
nos entristece, desatina

Vida-amor, minha flor é te esperar
sabendo ser você a minha sina
minha companhia pra estrada
A quem mais quero
Para aquietar meu espírito
E não querer mais nada


Leandro Costa

domingo, 18 de abril de 2010

Vislumbre sem sentido...

Lírios são sempre lírios
Estejam eles em vasos
ou livres na beira de rios


Sonhos são sempre sonhos
Sejam pesadelos deploráveis
Ou sonhos lindos agradáveis

Reinos tem sempre reis
Que trazem até segurança
E no bojo, suas próprias vontades e leis


O tempo... é sempre o tempo
Traz sempre consigo resposta a contento
A toda ansiedade, dúvida, lamento.


Leandro Costa
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