"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar"
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"e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado"
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"o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores"
Dedico aos meus amigos biólogos e biólogas (sobretudo a estas!;) essa última metáfora desse último trecho. Muito lindo eu acho!


Nossa muito lindo mesmo esse ultimo trecho.Mexeu comigo. Mas, certas pessoas nunca esquecem.Outras simplesmente apagam tudo. Algumas pessoas são inesquecíveis mesmo.
ResponderExcluirCLEBIA