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sábado, 20 de fevereiro de 2010

O amor acaba



Trecho da crônica "O amor acaba" do escritor mineiro Paulo Mendes Campos

"O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar"
...
"e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado"
...
"o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores"



Dedico aos meus amigos biólogos e biólogas (sobretudo a estas!;) essa última metáfora desse último trecho. Muito lindo eu acho!

Um comentário:

  1. Nossa muito lindo mesmo esse ultimo trecho.Mexeu comigo. Mas, certas pessoas nunca esquecem.Outras simplesmente apagam tudo. Algumas pessoas são inesquecíveis mesmo.

    CLEBIA

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