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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nota Pessoal

      Amor não acaba! Relações de amores espúrios se acabam!

      Ou isto, ou aquilo! O amor não surgiu se o que quer que tenha havido teve fim para as partes envolvidas. Amor é substantivo abstrato sem definição. Sobre ele (o amor), entre as raras coisas das quais sou convicto, sei que está para além do fim da cousas concretas, dos fatos, dos relacionamentos, das certezas cruas. Não pode acabar. Se a sensação atribuída ao substantivo abstrato (o amor) acaba, não o era verdadeiramente, mas antes, outro substantivo qualquer. Excitação, talvez. Mas não ele, o amor! 

      Ora, está claro que se acaba depois de três ou quatro goles de gim, não se tratava desse substantivo abstrato (o amor), era embriaguez! Se acaba na compulsão da simplicidade, não era amor, era patologia. Se há parágrafos de puro ódio entre pólen e gineceu, não se trata de amor, trata-se sim, de algum texto concebido no seio de qualquer outra lingua que não a do amor. Amor, verdadeiro, tal como é em si mesmo, não pode acabar! Pois na órbita incompreensível do amor, quando um salta para o seio de outrem, ambos se estabilizam,e quando aquele volta à sua origem, há saudade! E essa sim, pode dizer se há amor ou se acabou o que outrora começara!


“Em nome da paz sempre haverá uma espada em riste.”


José de Lima Cardozo Filho

Um comentário:

  1. Então fuçando na net...pesquisando por imagens para montar poema!
    Aí achei a imagem no blog...e vi o poema, e acabei lendo, e gostei mto =D.

    Abração.
    Obrigada pela visita.

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