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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bailarina

Perdi-me por pensamentos
nas teias
tecidas 
fio a fio
arquitetadas sob a medida
exata
perdi-me na lembrança doentia 
do espelho do banheiro
da figura esquálita e pálida do que fora jamais
pois nada fora
antes, tudo
vida afora
fora isso
em nada contradisse
o sentido
julgado pela consciência inapelável. 
Preso
na alma elouquecida
de esquecido que fora, sou
cantei odes à liberdade 
da corte o bobo
que se diverte
em largas gargalhadas
deseperadas
silencioso
como quem guarda e aguarda 
por palavras
sentidas.
Sóbrio:
Esperança, estranha, bailarina!


José de Lima Cardozo Filho

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