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omo fazes tu versos e poemas? Por acaso?Tu que escreves, sabes que escreves o que lê quem vê com olhos outros que não os da pena acunhada por entre teus dedos? Pois são por acaso, esses versos teus que escrevi! Quando soube ser teu amor por mim utópico, resolvi traçar linhas sobre este sentimento fugaz que lhe tenho. Que ironia, mesmo, o acaso de horas fortuitas! Sabias, por um acaso, que és tu acaso de meus sentimentos? Tu o sabes? Ou será que ainda não conheces os acasos de teu destino? Evidente que não, não é? Por que perguntas, assim? Não o são, não, na verdade. São respostas. Duvidosas, claro! Não poderia revelar-te segredos, assim, claros. Mas deves encucar-te com tamanha burrice a minha. De que me serve saber que digo em palavras cruzadas se não me serve em lhe tornar ciente sobre o que em meus sentidos nasceu por ti? De que vale saber dizer escondido o que deveria lhe contar às claras do que sinto? Oh, vedes o quão é difícil ser assim, eu? Vedes o meu sofrimento tranqüilo e voluntário?
José de Lima Cardozo Filho

Lindo! Amei!
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