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domingo, 21 de março de 2010

O meu amor II


O meu amor já não é mais sozinho
Encontrou seu aconchego, seu vinho
Mas vagueia ainda pelo universo
Recitando odes, escrevendo versos

Os versos do meu amor são carinho
Ternura sem vestígio algum de agrura
Amor assim que acha bonitinho
No outro, mesmo a chatice ou a frescura


O nosso amor lindo que germinou
Segue numa levada inabalável
Hoje imenso, outrora inominável


Digo nosso, pois já não é só meu
Tão lindo grande e forte seu tornou
Não cabe mais em mim, também é seu




Leandro Costa

O destino do nosso amor



Ouvir o som de seu nome sugere-me versos
de poemas, os mais belos, ainda nem escritos
Subverte-me a alma e deixa-me imerso
num turbilhão de pensamentos: seu corpo, seus mamilos...
Reconstrói em mim todos os momentos de felicidade e ternura
Como se já tivesse a felicidade de acariciar nossos filhos
Estes que ainda não tenho...não temos...
Mas que já nascem no âmbito de nossos desejos
Sobrepondo toda ansiedade, medos e receios
(são fogos de artifícios em mim ao vê-los se alimentando em seus seios)
Nascem puros fortes, livres, lindos...
Sendo a expressão da beleza do nosso amor
Puro, forte, livre, lindo...
E assim, como se fosse nossos filhos
O nosso amor eu crio, não cultivo
Plantas é que são cultivadas
Nosso amor já é um ser superior
Um ser com vontade própria
Um ser com bondade própria
Que nos deixa mais perto de Deus
Mas que está livre, para partir quando quiser
Para seguir seu vento norte
Como um filho que se casa e parte em seu caminho
Como qualquer um de nós que caminha para a morte
E assim livre como é o nosso amor
Caso decida viver ao nosso lado
Tratá-lo-ei bem, apesar de toda possível dor
E assim o farei de muito bom grado
Com tudo que há em mim de mais belo e sagrado


quarta-feira, 17 de março de 2010

Turista amororso

O amor é um fogo que arde sem se ver. Usamos essa máxima de Camões para justificar a análise de um segmento econômico ainda não estudado: O turismo amoroso. Diversos outros já têm suas denominações catalogadas, com números fixos, previsões de taxas de crescimento, essas coisas bem objetivas que são exibidas nos jornais e aprendemos a gostar.

Reivindicamos que o turismo amoroso seja reconhecido e ocupe o destaque que lhe é devido, afinal, nenhum outro segmento é capaz de fazer com que o turista antecipe férias, atrase a hipoteca da casa, o financiamento do carro, brigue com a família, com o chefe e muito mais, para viajar longos caminhos única e exclusivamente por alguns dias de felicidade.

O turista amoroso não mede distâncias, nem meio de transporte, tampouco se importa com o café-da-manhã servido no hotel barato, para ele não existe alta ou baixa temporada, e todo dia será de praia cheia e cerveja gelada.

Nada de turismo cultural, afinal, o turista amoroso tem seu próprio monumento, sua esfinge egípcia, seu museu com caráter futurista, ele tem seu próprio ritual, seja em Macapá ou em New York.
Ele é a personificação da ganância por proximidade, sem planejamento algum se dispede das deusas webcams sem resolução, dos MSN’s e das tarifas absurdas do interurbano, e vai à busca do “ao vivo e a cores”. Camões nem sonhava com internet ou trem-bala, mas sapecou de lá essa verdade: “o amor é um fogo que arde sem se ver” e arde até mesmo a longas distâncias.

Ulisses Lima


Blog esse onde o texto fora originalmente publicado, aconselho que o acessem e leiam os vários textos publicados por la, são muito bons, alguns sensacionais!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Num Pedacinho da Asa Norte

Brasília, 12 de Março de 2010, 22h e 8 minutos, horário local!
Longe de casa há mais de uma semana, a milhas e milhas distante...
Bom, resolvi usar o modesto Tio na Zona para registrar algumas peculiaridades da vinda à capital (Brasília).
Estamos ficando em um apartamento aconchegante, digo, bastante aconchegante. Tão aconchegante que às vezes me sinto espremido pelas paredes. Mas sim, o App é um ambiente legal. Pelo menos até fazermos nossa janta. Bom, pense agora no aconchego do apartamento,a pouca ventilação do local, o gás liberado da cebola ou do alho; junte tudo isso na sua mente e conclua sobre a mistura. Aposto que seus olhos se encheram de lágrimas. Acredite, os meus também, e não é de emoção! E por falar em jantar, estamos cozinhando. Argh!!!
Cardápio variado toda noite. Ontem, aprontamos arroz, frango, tomate e um refrigerante. Já hoje, por exemplo, fizemos frango, arroz, tomate e faltou refrigerante! Temos nos dado tão bem na arte da culinária, que estamos pensando em montar um restaurante japonês: "Prato da casa: Arroz"!
Encerro por aqui este breve relato. Desculpem encerrar assim sem sal (rs). Acontece que errei a "mão" no sal do arroz e estou compensando aqui. Logo voltarei com novas histórias sobre esta epopéia no "faroeste caboclo".

José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aos Pensamentos Vagos

Enquanto isso, em terras distantes, as coisas aconteciam!

[...]

- E com tudo, do jeito que é! [...] mas pelo que ela significa, assim, como é, sem tirar nem por, simplesmente assim, mutável.
- Hum! Gostei. Mutável?
- Sim, pois a gente se transforma aos poucos, mas quando a gente ama, a gente o faz por ser ela como ela é. Até mesmo cada passo da sua evolução, cada mudança, cada nuance de transformação.
- Claro! Concordo com você; mas és um homem apaixonado!
-Bem, há algo de errado nisso?
- De jeito nenhum. Pelo contrário! Um homem apaixonado é um homem mais próximo de suas realizações.
- Mais próximo da verdade, talvez. Ousaria dizer que está mais próximo da pureza, e de Deus, quem sabe, este ente discutível entre uns e outros, e que mesmo conflitante, às vezes, eu fico na Sua fé, no meu modo. Pois cada vez que a vejo, linda, vejo um toque Dele ali, um toque tal aqui!


Tio na Zona 
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