Deixe para mim esse fingimento sincero que me traz felicidade
Permita-me o resto do que sobrou, pra eu fingir que é todo
Deixe-me fingir que é teu esse meu amor
Deixe-me fingir que é dor meu sofrimento
Deixe-me fingir que é consciência a minha insanidade
Deixe-me fingir que é liberdade a utopia
Deixe-me fingir que é silêncio minha súplica
Deixe-me fingir que é real a fantasia
Deixe-me fingir que é fartura essa miséria
Deixe-me fingir alegria nessa tristeza
Deixe-me fingir sorriso nessas lágrimas
Deixe-me fingir que é loucura a sensatez
Deixe-me fingir que é luz a ignorância
Deixe-me fingir que é fraqueza a minha força
Deixe-me fingir que é melodia o grito dos desesperados
Deixe-me fingir que é prazer a vaidade
Deixe-me fingir fingido nessa peça
Deixe-me fingir antes que eu desvanesça.
José de Lima Cardozo Filho

Deixe eu fingir que são minhas as suas palavras...
ResponderExcluirNão deixo tu fingires
ResponderExcluirpor que não faço isso?
é trabalho duplo.
é doído uma revelação crua da verdade que já conheces.
é fraqueza.
a liberdade, o amor e a fantasia se olhadas com olhar de fingimento podem destruir o pouco que que pouco conheces como verdade.
Tem que amar, sofrer a mesma sofreguidão,
e ver como é belo ser realista
porque nem toda verdade é feita de abismo.