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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Flores

De ti,
Flores! 
Furtar-te-ei do que te transcende às lembranças 
Levar-te-ei nos espectros quase intactos de tuas cores 
Ou no rastro labiríntico dos teus voláteis
Levar-te-ei também em teus sabores e sons mnemônicos
Flores!
Levar-te-ei comigo nos dias vindouros
Como memória
Ou refúgio


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Talvez platônico I

Eu a havia lido numa peça.
A amara disfarçadamente desde os sinônimos primeiros de suas entrelinhas.
Como, enfim, se fizeram combinar as palavras nos versos
Pra que rimassem como ela?
Sua beleza, em folhas nobres palavreada, fulgaz fenecera.
Mas o abstrato da beleza se eternizara em sentido metafísico
Doutra obra em que a lera.
Dali em diante,
Traduziu-se em saudade,
Eu nada mais entendera...
Mas conta-se sobre ela,
Que viu o tempo apressar-lhe o passo espaço afora
E que sabia interpretar sua comédia lírico-louca
Como quem compreende pouco e sente muito.
Também, pudera?!


"Escrevi para ti tantas vezes. Escondi todas as cartas, sufoquei-lhes as palavras! E você não vem..."

José de Lima Cardozo Filho
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