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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Poema Seu


C
omo fazes tu versos e poemas? Por acaso?Tu que escreves, sabes que escreves o que lê quem vê com olhos outros que não os da pena acunhada por entre teus dedos? Pois são por acaso, esses versos teus que escrevi! Quando soube ser teu amor por mim utópico, resolvi traçar linhas sobre este sentimento fugaz que lhe tenho. Que ironia, mesmo, o acaso de horas fortuitas! Sabias, por um acaso, que és tu acaso de meus sentimentos? Tu o sabes? Ou será que ainda não conheces os acasos de teu destino? Evidente que não, não é? Por que perguntas, assim? Não o são, não, na verdade. São respostas. Duvidosas, claro! Não poderia revelar-te segredos, assim, claros. Mas deves encucar-te com tamanha burrice a minha. De que me serve saber que digo em palavras cruzadas se não me serve em lhe tornar ciente sobre o que em meus sentidos nasceu por ti? De que vale saber dizer escondido o que deveria lhe contar às claras do que sinto? Oh, vedes o quão é difícil ser assim, eu? Vedes o meu sofrimento tranqüilo e voluntário? 

                                                    José de Lima Cardozo Filho

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O passado às lembranças...


O
h, senhorita! Quem és tu, para invadir novamente meus sentimentos assim. Aconselho-te que reveja tuas idéias, toma o caminho pelo qual chegaste até aqui e retorna para o lugar de onde saiu. Pois eis que vieste em tantas noites de lua por estas paragens e se fora ao romper da aurora, deixando só este sobre o qual tua alma se recostava para descansar. Vá e não venha ter comigo novamente. Cansas nossos espíritos com olhares e sorrisos que dispensam as palavras e depois as invocam pra justificá-los. Vá e leva contigo o que restou. Leva contigo toda a semente deste amor que não foi semeada, pois não vingou o que foi jogado ao chão. Leva como lembrança daquilo que não houve e deixe guardado em segredo. Que fique a sete chaves em tua mente. Pois não é mais tempo de semear. Então, que não vão ao chão estas sementes mal fadadas. 


"A verdade, e somente a verdade, vos libertará!"
José de Lima Cardozo Filho
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