
Carlos Drummond de Andrade disse certa vez que o sentido da vida é buscar qualquer sentido, nesse contexto eu me insiro por inteiro, tenho tal afirmação quase como filosofia de vida. Digo quase, pois ainda guardo no peito muitos valores cristãos ou não cristãos, ocidentais ou não (sobretudo os primeiros) que permeiam a idéia que eu faço a respeito do sentido da minha vida. O fato é que, todos os meus planos e objetivos de vida, no tocante a vida pessoal, revoltaram-se com a minha forma ortodoxa de ver e levar as coisas, voltaram-se contra mim e me jogaram ao chão, permitindo-me acesso irrestrito a felicidade. Tudo mudou quando um certo “Fonfoncé sem sentido” trouxe-me tudo de mais exato e coerente que tenho hoje, trouxe-me certeza – essa que já não tinha há algum tempo –, trouxe-me fé, essa que por tanto tempo esteve sufocada dentro de mim, mas que agora brota como flor na sua época. E as minhas angústias e desprazeres com o mundo conseguem sempre ficar suportáveis, pequeninas diante da força de uma pequena... de uma pequena gigante que todo dia mostra-me como pode ser belo e saudável estar ao lado de alguém.
Leandro Costa